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July 23, 2011

Pesquisa da FICO e da EFMA revela mudanças nas relações entre bancos europeus e consumidores

July 23, 2011

LONDRES —23 de junho de 2011— FICO (NYSE:FICO), a maior fornecedora de tecnologia analítica e de gerenciamento de decisões, e a Efma anunciaram hoje os resultados da segunda pesquisa europeia de risco de crédito. A pesquisa, que apresentou a profissionais de gerenciamento de risco de crédito perguntas sobre suas previsões para os próximos seis meses, revelou que estão ocorrendo mudanças nas relações entre os bancos e os tomadores de empréstimos, e que há um otimismo cada vez maior quanto ao desempenho de crédito, embora abrandado pelas dificuldades contínuas nos mercados hipotecários.

A pesquisa realizada pela FICO e Efma no mês de maio perguntou a profissionais de risco na Europa quais são as suas previsões para os próximos seis meses. Os resultados da pesquisa revelaram o seguinte:

  • As relações dos consumidores com os respectivos bancos está mudando. Eles demonstram maior preocupação com o serviço e estão mais relutantes em tomar empréstimos ou utilizar crédito; estão mais interessados em aumentar a poupança.
  • Em toda a Europa, as respostas dos gerentes, de modo geral, expressam maior otimismo em relação às inadimplências do que na pesquisa anterior, embora ainda prevejam tendências problemáticas no que se refere a hipotecas e saques a descoberto em contas bancárias.
  • A oferta e a procura de crédito parecem estar mais equilibradas, o que sugere que houve uma redução na procura de crédito pelos consumidores, que agora estão mais cautelosos, e um aumento na oferta de crédito, devido a programas de estímulo econômico e maior otimismo por parte dos concessores de empréstimos. Mesmo na área de financiamento para pequenas empresas, a oferta e a procura de crédito estão mais equilibradas, graças, em grande parte, a programas de estímulo econômico governamentais.
  • Foi observada uma mudança significativa nas hierarquias de pagamento dos tomadores de empréstimo, sendo que mais de 40% dos respondentes informaram pagar seus cartões de crédito antes de outras obrigações, inclusive antes do pagamento de hipoteca.
  • Os gerentes de risco na Alemanha são os mais otimistas com relação às inadimplências e a oferta de crédito. Na Espanha e em Portugal, onde continua a haver o maior pessimismo, a perspectiva expressa pelos gerentes melhorou desde a última pesquisa publicada em fevereiro.
  • Os bancos estão empregando ou considerando uma maior gama de estratégias para aumentar a lucratividade, sendo que a mais universal é a de alcançar especificamente os clientes com maior renda, que representam menor risco — estratégia conservadora em épocas de instabilidade econômica, mas desafiadora mesmo assim, dada a concorrência que existe para conquistar esses clientes.

Consumidores dão prioridade ao serviço e tomam menos empréstimos
Os gerentes de risco de crédito que responderam a pesquisa foram unânimes quanto a certas mudanças nas relações entre bancos e tomadores de empréstimos. Segundo os respondentes, a prioridade mais alta dos consumidores na Europa é o serviço (79% concordam que este é o caso para alguns ou para a maioria dos clientes), sendo que no Reino Unido esse número é mais próximo a 77%. Além disso, 79% dos respondentes disseram que os clientes estão mais interessados em aumentar sua poupança, enquanto 66% informaram que os clientes estão mais relutantes no que se refere ao crédito garantido ou não garantido — no Reino Unido essas porcentagens são ainda mais altas, sendo que 84% dos respondentes disseram que os clientes estão mais interessados em aumentar suas poupanças e 85% disseram que os clientes estão mais relutantes em tomar empréstimos ou utilizar crédito não garantido.

No que se refere à confiança nos bancos, os respondentes se dividiram. Na Europa, um pouco mais da metade dos respondentes (52%) disse que há maior probabilidade de os clientes não confiarem nos bancos, contudo, quase a mesma proporção de clientes (48%) julga que isso de fato não ocorre, ou que ocorre o oposto. No Reino Unido, uma proporção bem maior de respondentes (77%) expressou maior falta de confiança, sendo que apenas 23% responderam que não há falta de confiança.

“As injeções de fundos aos bancos britânicos afetaram negativamente a confiança do consumidor nos bancos”, disse Mike Gordon, vice-presidente e diretor-gerente da FICO para a Europa, Oriente Médio e África. “Estamos observando um esforço contínuo dos bancos para recuperar a confiança dos consumidores, por meio de cartas ao cliente e outros meios.”

A pesquisa também perguntou aos gerentes de risco de crédito se observaram alguma mudança na hierarquia de pagamentos – isto é, se há uma maior probabilidade de o consumidor pagar seus cartões de crédito antes de outras obrigações, como pagamento das parcelas de hipoteca. Mais de 40% dos respondentes disseram que, de fato, é isso que está ocorrendo, porém 58% disseram que esse não é o caso, ou que ocorre o oposto.

“Evidentemente, a opinião dos consumidores sobre os respectivos bancos, sobre crédito e sobre suas obrigações de débito é diferente”, disse Gordon. “Parte dessa mudança representa mudança de situação econômica, que pode ser de curto prazo, mas acreditamos que em alguns mercados a crise de crédito e a recessão, assim como a percepção do papel dos bancos no que se refere a essa situação, provocaram mudanças na atitude dos tomadores de empréstimos.”

A previsão quanto à inadimplências é mista, com difícil recuperação no caso das hipotecas
Os resultados da pesquisa continuam a revelar um grau pronunciado de cautela em torno dos principais produtos de crédito a varejo e das taxas de inadimplência, quando examinadas do ponto de vista pan-europeu. Mais especificamente, o futuro em termos de inadimplências hipotecárias continua sombrio.

A porcentagem de respondentes que prevê que as inadimplências hipotecárias permanecerão no mesmo nível ou aumentarão subiu de 69% na pesquisa de fevereiro a 84%. Apenas 16% dos respondentes preveem certa diminuição no número de inadimplências hipotecárias. No Reino Unido, 100% dos respondentes preveem que essas inadimplências irão piorar (47%) ou permanecer no alto nível atual (53%).

“De acordo com os resultados de nossa pesquisa, é muito cedo para dizer que não há esperança quanto ao desempenho do crédito hipotecário” disse Mike Gordon. “Apesar de não termos expectativas de uma tendência de inadimplência estratégica nos mercados europeus, — como ocorre nos EUA, onde alguns proprietários estão deixando de efetuar pagamentos por escolha própria, e não por necessidade — devedores que estão passando por muita dificuldade continuam a se debater com hipotecas fora do seu alcance econômico ou que não oferecem mais nada que valha a pena.”

Um pouco mais de um terço dos respondentes prevê que as inadimplências por saques a descoberto continuarão no mesmo nível, mas o grau de pessimismo relacionado a saques a descoberto diminuiu um pouco, comparado à pesquisa anterior realizada em fevereiro: hoje, 41% dos respondentes preveem piora nas taxas de inadimplência, em vez dos 48% anteriores. Também foi observada uma melhoria semelhante na previsão relacionada aos empréstimos por pequenas empresas. Os respondentes expressaram mais otimismo quanto ao desempenho dos empréstimos para compra de automóveis do que a outras formas de crédito, e expressaram opiniões diversas quanto ao desempenho de cartões de crédito.

Talvez seja mais fácil conseguir crédito, mas as pequenas empresas continuam a se deparar com uma lacuna de crédito
De modo geral, os respondentes em toda a Europa continuam a prever uma falta na oferta de crédito, comparada à procura, mas mesmo assim há certo otimismo.

Em comparação à pesquisa anterior, um maior número de gerentes de risco acha que a quantidade de empréstimos aumentará. Cerca de três entre dez respondentes (29%) preveem que os índices de aprovação de crédito ao consumidor aumentarão, sendo que quase essa mesma proporção (27%) prevê que os índices de aprovação para pequenas empresas aumentarão e 43% dos respondentes são de opinião que o número total de crédito concedido a pequenas empresas aumentará.

Mesmo assim, a procura por crédito está aumentando de modo mais acelerado que a oferta, especialmente no que se refere a pequenas empresas. Cerca de 60% dos respondentes preveem aumento na quantidade de pedidos de créditos por pequenas empresas, enquanto apenas 43% preveem aumento na quantia total concedida. No Reino Unido, 57% dos respondentes preveem um aumento no número de pedidos de crédito por pequenas empresas, enquanto apenas 36% preveem aumento no número de empréstimos concedidos.

“Embora continue a haver uma lacuna de crédito a pequenas empresas, a previsão é de que ela será menor, comparada ao previsto há cinco meses, e de que tanto a procura quanto a oferta aumentarão”, disse Gordon. “Isso sugere que os estímulos econômicos governamentais para incentivar o crescimento das atividades de pequenas empresas, em conjunto com o incentivo do governo aos programas dos concessores de empréstimos para financiamento de empréstimos a pequenas empresas estão exercendo impacto. Os concessores de empréstimos com os quais trabalhamos estão se empenhando ao máximo em preencher essa lacuna, mesmo estando cientes dos riscos enfrentados pelas pequenas empresas com a continuidade da situação econômica difícil atual.”

Bancos consideram várias estratégias para aumentar a lucratividade
A inadimplência constante de consumidores e pequenas empresas, a pressão relativa a taxas e margens por parte dos órgãos regulatórios, a maior exigência quanto à reserva de capital e outras determinações regulamentares colocam pressão substancial na lucratividade do concessor de empréstimo a varejo. A pesquisa perguntou sobre as diversas estratégias para aumentar a lucratividade, a maioria das quais tem sido adotada de modo combinado.
A mudança mais evidente no sentido de recuperar a lucratividade é procurar clientes que ofereçam maior segurança, isto é, clientes com renda mais alta ou que representem menor risco. Mais de 9 entre 10 respondentes hoje se dedicam ao segmento de consumidores que têm renda mais alta ou com probabilidade de ter renda mais alta no futuro. Quase o mesmo número de respondentes (77%) está direcionando seus esforços ao segmento de clientes de menor risco – ou pretendem fazer isso em breve. Talvez o mais surpreendente é que 16% dos respondentes indicaram que já estão oferecendo novos produtos no mercado numa tentativa de aumentar a lucratividade, sendo que 69% dos respondentes indicaram que há certa ou muita probabilidade de fazerem isso no futuro próximo.

“A inovação é sempre o resultado mais positivo da dificuldade econômica, assim, os concessores de empréstimo estimulam o mercado com novos produtos de crédito e ofertas que revitalizam a procura por parte do consumidor”, disse Gordon. “O que não esperávamos, e que é ligeiramente constrangedor, é que o Reino Unido parece ter ficado para trás - nenhum respondente relatou estar oferecendo novos produtos de crédito atualmente, embora 83% tenham dito que há maior probabilidade de que isso seja feito no futuro. Acreditamos que no Reino Unido, a incerteza por parte dos concessores de empréstimos, resultante do ambiente regulatório atual, talvez esteja retardando a inovação.”

“Esta pesquisa mostra o possível rumo do setor de serviços financeiros europeu, tanto em termos do desempenho de empréstimos quanto da estratégia dos concessores de empréstimos”, disse Patrick Desmarès, secretário geral da Efma. “Continuaremos a usar esta pesquisa para avaliar o mercado e, junto com a FICO, discutiremos os resultados na íntegra na próxima reunião de nosso Conselho Consultivo de Gerentes de Risco.”

Um relatório detalhado, que inclui resultados específicos do Reino Unido, da região DACH (Alemanha, Áustria, Suíça) e da Península Ibérica está disponível online. Entre os participantes encontram-se instituições concessoras de crédito que variam desde bancos locais até instituições globais. Mais de 100 representantes de 24 países europeus e 91 empresas responderam esta segunda pesquisa.

Sobre a FICO
FICO (NYSE:FICO), anteriormente conhecida como Fair Isaac, fornece soluções avançadas de análise preditiva que possibilitam a tomada de decisões de modo mais inteligente. O uso pioneiro de matemática na previsão do comportamento do consumidor, inovação da empresa, transformou setores inteiros e revolucionou a forma de gerenciar risco e comercializar produtos. Algumas soluções inovadoras da FICO são soluções líderes do setor para medição de risco de crédito, gerenciamento de contas de crédito, identificação e minimização do impacto de fraude, e personalização segmentada de ofertas ao consumidor com máxima exatidão. A maioria dos principais bancos do mundo, assim como as principais seguradoras, empresas de varejo, laboratórios farmacêuticos e órgãos governamentais confiam nas soluções FICO para acelerar seu crescimento, controlar o risco, aumentar os lucros e atender às exigências regulatórias e de competitividade. FICO: Make every decision count™. Notícias sobre a FICO e informações para a imprensa podem ser encontradas em www.fico.com/news.

Sobre a Efma
A Efma promove inovação na área financeira de varejo na Europa, estimulando debate e discussão entre os principais participantes de mudanças nesse setor. A Efma foi formada em 1971 e hoje engloba 2.960 marcas de serviços financeiros no mundo inteiro, incluindo 80% dos maiores grupos bancários da Europa.

Por meio de eventos regulares, publicações e um site abrangente na internet, a associação fornece a profissionais de serviços financeiros de varejo respostas às suas perguntas sobre as principais questões relacionadas ao setor: estratégias múltiplas de distribuição, abordagem de clientes, CRM, marketing de produtos e serviços, e como aumentar a lucratividade.

A Efma é sobretudo uma associação dinâmica que proporciona ótimas oportunidades para discussão e troca de informações, sem nenhuma restrição em termos comerciais. A organização oferece aos seus membros uma ampla gama de serviços exclusivos, além de descontos para atividades que não são gratuitas. A lealdade e o constante apoio financeiro de seus membros são a melhor comprovação de sua eficiência. www.efma.com.

Observações sobre afirmações antecipatórias baseadas em previsões
Com exceção dos dados históricos aqui contidos, as afirmações relacionadas à FICO contidas neste press release são afirmações antecipatórias baseadas em previsões, conforme o constante nas disposições de salvaguardas (Safe Harbor) da Lei de Reforma de Litígio de Valores Mobiliários Privados (Private Securities Litigation Reform Act) de 1995 dos EUA. Essas afirmações antecipatórias estão sujeitas a riscos e incertezas que podem vir a produzir resultados reais substancialmente diferentes dos descritos, inclusive no que diz respeito ao plano de reengenharia e estratégia de gerenciamento de decisão (Decision Management) da empresa, à manutenção de suas relações existentes e habilidade de estabelecer novas relações com clientes e empresas parceiras cuja aliança é fundamental, à sua habilidade de continuar a desenvolver novos produtos e serviços e aprimorar os existentes, à habilidade de recrutar e reter pessoal técnico e administrativo essencial, assim como no que diz respeito à concorrência, a mudanças regulamentares pertinentes ao uso de dados sobre crédito do consumidor e outros tipos de dados, à possibilidade de que os benefícios previstos pertinentes às aquisições não venham a ser concretizados, à ocorrência de acontecimentos substancialmente adversos às condições econômicas globais, além de outros riscos descritos periodicamente nos relatórios da SEC (Securities and Exchange Comission, ou Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) referentes à FICO, inclusive o Relatório Anual no Formulário 10-K correspondente ao ano fiscal que se encerrou em 30 de setembro de 2010 e o relatório trimestral no Formulário 10-Q correspondente ao período encerrado em 31 de março de 2011. Caso algum desses riscos ou incertezas se tornem realidade, os resultados da FICO poderão ser substancialmente diferentes dos antecipados pela empresa. A FICO não tem intenção nem obrigação de atualizar estas afirmações antecipatórias baseadas em previsões. FICO é marca comercial ou registrada da Fair Isaac Corporation nos EUA e em outros países.

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