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Tendências do mercado de crédito brasileiro: análise dos resultados do BACEN divulgados em setembro

Tendências do mercado de crédito brasileiro: análise dos resultados do BACEN divulgados em setembro

Por Eduardo Tambellini, Consultor de Negócios da FICO

Surveys & Market Data September 28, 2020

Encerramos mais um mês e o relatório divulgado em 28 de setembro de 2020 pelo Banco Central traz agora os resultados até agosto de 2020. Um mês com pouquíssimos destaques em relação aos anteriores.

A relação crédito X PIB atingiu 51,9%, e mesmo com o PIB em queda, percebemos um crescimento da carteira de crédito (PF + PJ - Recursos Livres) de 16,4% em relação a 2019.

Diagram 1

Do lado das concessões, vemos que elas tiveram uma retomada frente à queda apresentada no 1º trimestre, porém ainda não retornaram aos patamares de 2019, ficando -3,89% abaixo.

As taxas de juros continuam mostrando uma tendência de queda: -2,49% em relação a julho e -28,3% em relação a 2019, influenciadas principalmente pelo Cheque Especial.

Na cobrança, chegamos em agosto com o menor indicador dos últimos 5 anos: 4,84% (Over 90 PF -Recursos Livres).

Diagram 2

Sem dúvida este baixo volume de inadimplência deve-se ao grande foco na oferta de planos de renegociação de dívidas: 

Diagram 3

Vemos um grande crescimento das contas relacionadas a renegociações de dívidas. Sabemos que muitas destas negociações tiveram carência para início dos pagamentos, o que ainda não afeta o indicador de inadimplência Over 90. Portanto, devemos ficar atentos. 

Desde o começo da pandemia estamos atentos aos indicadores de inadimplência. E eles surpreendentemente vem se mostrando estáveis, quando não em queda.

Recentemente foram divulgados estudos que mostraram o tamanho do auxílio emergencial e sua importância na economia. E quando vemos a inadimplência no Brasil, temos a certeza de que um dos fatores que contribuíram para esse cenário foi o auxílio emergencial.

Este fator é de extrema relevância se analisarmos os planos de incentivo em toda a América Latina, onde podemos ver que o Brasil aparece em segundo em uma lista que compara o tamanho dos auxílios com o PIB: 

Diagram 4

Caminhamos agora para um período de grande incentivo de vendas, ao mesmo tempo em que o valor do auxílio cairá pela metade para grande parte dos beneficiários.

É importante não apenas cautela com os indicadores de inadimplência, mas principalmente com o apetite do crédito a ser oferecido neste momento. A crise ainda não acabou e ainda é importante termos muito cuidado e atenção.

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